EM RITMO DE FUGA - BABY DRIVER

EM RITMO DE FUGA - BABY DRIVER

O britânico Edgar Wright é um dos mais criativos cineastas de sua geração. Após seu fracassado envolvimento com a Marvel, onde escreveria e dirigiria o filme do Homem Formiga, criou-se uma grande expectativa em relação ao seu novo trabalho. E ele finalmente chegou. Em ritmo de fuga, que ele escreveu e dirigiu em 2017, é o primeiro desde Heróis de ressaca, de 2013. O novo filme, que se chama Baby driver no original, faz homenagem ao The driver (Caçador de morte, feito por Walter Hill, em 1978); e a Drive, realizado em 2011 por Nicolas Winding Refn. Somos apresentados ao jovem Baby (Ansel Elgort), um exímio motorista que ouve música o tempo todo para silenciar um zumbido no ouvido provocado por um acidente quando era criança. Ele trabalha como piloto oficial de fuga dos assaltos planejados por Doc (Kevin Spacey). O roteiro não é nada original. Baby quer mudar de vida. Principalmente depois que se apaixona por Debora (Lily James). Ele aceita fazer um último trabalho antes de sair. É fácil perceber que realmente não há nada de novo em Em ritmo de fuga. O que torna este filme especial é a maneira, sem trocadilho, como ele é dirigido. E, principalmente, a perfeita sintonia entre ação e trilha sonora. Wright compõe aqui algo próximo de um musical, no sentido de que a música é parte não só integrante, mas, complementar dos diálogos e do que acontece em cena. Um exercício cinematográfico que encanta os olhos e os ouvidos.