AGORA É QUE SÃO ELAS

AGORA É QUE SÃO ELAS

> Seja no universo Marvel ou no DC, uma coisa é certa: as heroínas vieram para ficar. No embalo das campanhas por uma maior representatividade feminina em todas as áreas da sociedade, o cinema baseado em quadrinhos é que não ficaria de fora. Na TV ou nas telonas, uma série de lançamentos – e aguardados projetos em produção – dão o tom de que finalmente chegou a hora delas ganharem os holofotes e mostrarem o valor que as mulheres têm.

Mas a batalha não foi fácil. O universo de quadrinhos, de onde vem a maioria das inspirações para as heroínas no cinema e TV, é um ambiente extremamente masculino. Mesmo no gênero de ação, as mulheres prosperaram muito antes.

É só lembrar da lendária Ellen Ripley, da série Alien, interpretada magistralmente pela atriz Sigourney Weaver, no longíquo 1979.

Para se dar conta das barreiras às mulheres, basta recordar que do lançamento de Homem de Ferro (2008) até Capitã Marvel (março de 2019), o Universo Cinemático da Marvel (UCM,) teve nada mais nada menos que dezenove filmes seguidos sem sequer um personagem principal feminino solo. Na sua atual safra de filmes, a DC teve um intervalo mais curto: de O Homem de Aço (2013) até Mulher-Maravilha (2017) foram apenas três produções. Mas há de se considerar que a quantidade de filmes neste caso é muito menor.

Para 2019, a promessa é de um começo quente com a estreia, em março, do aguardado Capitã Marvel. O filme vai se passar na década de 1990 e introduz a heroína Carol Danvers no UCM, narrando a história de uma guerra de sua espécie, os Kree, com os temidos Skrulls, que acaba tendo repercussões na Terra. Conforme antecipado na cena  pós-créditos de Vingadores – Guerra infinita (2018), a capitã deve aparecer na sequência do longa, que estreia em abril de 2019, para ter um papel mais do que relevante na busca do grupo de heróis para reverter a vitória de Thanos, que dizimou metade da população do universo com o poder das seis joias do infinito.

Ainda no UCM, sem mais detalhes, deve começar a ser filmado no final de fevereiro o aguardado filme da Viúva Negra, que foi muito cobrado pelos fãs dos Vingadores. MaAlém do início da produção, a única informação confirmada é que a diretora será Cate Shortland, que dirigiu, entre outros, o filme alemão Lore (2012).

Em junho, deve chegar o primeiro filme da franquia X-Men com uma protagonista. Fênix Negra trará a história de Jean Grey e sua descoberta como a Fênix, mutante cujo despertar do real poder ameaça o planeta. No caso dessa franquia, a espera foi ainda maior por um filme estrelado por uma heroína. Desde o lançamento de X-Men (2000), foram 19 anos sem que uma mulher capitaneasse um longa-metragem.

No universo estendido de filmes da DC, 2019 deverá ser um ano sabático para as heroínas. A volta delas às telonas deve ocorrer no ano que vem, com dois lançamentos. O primeiro deles é a volta de Gal Gadot ao papel que cativou meninas e meninos pelo mundo há dois anos. Em Mulher-Maravilha: 1984 (tradução livre), a personagem viverá os sombrios dias da Guerra Fria entre Estados Unidos e União Soviética, segundo informações extraoficiais. O outro projeto é Aves de rapina: e a fantástica emancipação da única Arlequina, a protagonista volta após o filme Esquadrão suicida para formar uma gangue feminina e combater um vilão nefasto de Gotham City.

SÉRIES A CAMINHO
Mas não é só no cinema que as novidades aparecem. Para a TV, a promessa é de uma série da Feiticeira Escarlate. A produção faz parte de um pacote de séries com duração
definida – até dez episódios – que vai ser usado como impulsionador do serviço de streaming da Disney.

Também com foco em serviços de streaming, será lançado mais para o fim do ano, ainda sem data definida, uma série de animação da DC baseada na personagem Arlequina,
com voz de Kailey Cuoco, a Penny, do seriado The Big Bang Theory. Outra possível novidade é uma série baseada na Stargirl, outra heroína da DC, com protagonista já definida: Brec Bassinger, da série de TV Escola do Rock, baseada no filme de mesmo nome. A produção deve contar ainda com a introdução do grupo ao qual a heroína é filiada: a Sociedade da Justiça da América.